Redes Sociais

Para permitir que conheçam melhores as autoras deste projeto, agora é possível encontrá-las se expressando em redes sociais.
A ideia é que são os perfis delas, pessoais, e não uma extensão do trabalho autoral de cada uma, como divulgação.

Ella A. possui um Instagram: @ella.matrioska

Sam Terri também está no Instagram, como @sam.terri, e no facebook, como /sam.terri.sam

 

Até logo!

Andressa.

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Sobre lugares e gestos

Este blog foi acompanhado durante seis meses pela residência LabMIS de fotografia e agora estará, junto de trabalhos ótimos, na exposição Sobre lugares e gestos, que abre amanhã (01/05) a partir das 14hrs, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo.

Para quem não puder ir na abertura, a exposição ficará até metade do mês de junho!

E com isso termino um ciclo do blog.

 

Eu queria agradecer a todos do LabMIS fotografia pelos últimos seis meses, foi uma experiência ótima e indispensável para o desenvolvimento deste trabalho.

Ronaldo Entler, Lívia Aquino, Pio Figueiroa, Carol Lopes, Santarosa Barreto, Alan  Oju, Breno Rotatori, Pedro Hurpia, Sári Ember, Garapa, Pangéia de dois, Ágata e Daniela Bracchi… Espero que possamos nos encontrar muitas outras vezes no futuro.

 

Ella e Sam até se gostam um pouco mais agora.

 

ellaEsam

Sam Terri

Sam é uma pessoa difícil.

Ela pode ser bastante imatura e um tanto dramática, tende a entrar em contradição e seu humor é de uma instabilidade nata. Sentimentos a atingem com uma intensidade imensa, e ela não sabe muito bem como lidar com eles, por isso tende a tomar atitudes impulsivas e impensadas. É autodestrutiva e parte do seu trabalho é usada para reconstruir seus pedaços quebrados no processo de autodestruição.

Dona de sua sexualidade, sente-se confortável com o próprio corpo e com o corpo dos outros. Estabeleceu forte vínculo com a nudez e formas corpóreas e gosta de utilizar-se delas em suas imagens.

Encontra-se confortável em ambientes noturnos, e já conheceu muitas personalidades interessantes deste imaginário. Aprecia expô-las em textos, mas em suas imagens a identidade é preservada: pessoas aparecem apenas como corpos,  porque  considera que o corpo basta como expressão. Sam se envolve muito com estas pessoas, possui uma relação concreta com aqueles que retrata ou escreve como personagem. Ela as conhece muito bem e tem necessidade de apresentá-las ao mundo.

Porém, ao mesmo tempo em que ela possui este entrosamento com outros, ela é uma pessoa muito absorta em suas próprias questões, egocêntrica. As outras pessoas são importantes apenas enquanto pertinentes a Sam, e seu prazer está mesmo em falar de si, mesmo quando falando dos outros.

 

Estou dizendo, Sam é uma pessoa difícil, muito difícil.

Ella A.

Todo o trabalho de Ella A. representa uma busca incansável por sua identidade, que nunca será encontrada porque não existe.

Conta por aí que nasceu em um país que foi tomado por uma ditadura e, quando conseguiu fugir, passou anos percorrendo um deserto e estradas vazias até chegar aqui. Mas foi mesmo? Tenho a impressão de que perdeu a memória e criou uma história para explicar este passado que não se lembra.

Em seus textos, fala bastante de outras pessoas, mas destas há um distanciamento porque ela não consegue se relacionar, isto é revelado em suas fotografias, raramente apresentando um elemento humano (que quando aparecem são apenas fragmentos). Não as conhecendo de verdade, as histórias por Ella contadas tendem à fantasia, ao irreal, como se sua vontade fosse de completar uma ideia vaga que tem do outro. Mesmo quando fala de sua relação com alguém, sempre foi uma relação vazia, como se em momento algum houvesse uma conexão.

A fotografia e o texto foram as formas que ela encontrou para estabelecer alguma relação com o mundo, uma maneira de se aproximar e obter uma representação de si em um contexto. Porém, ao mesmo tempo que ela busca se explicar a partir de personagens que a cercam, ela mantém sua distância, se negando a fazer parte da vida deles.

É inocente porque tudo lhe é desconhecido. Esforça-se para entender o mundo como ele é, mas se perde nos próprios pensamentos e é como se uma névoa de fantasia não lhe permitisse enxergar e relatar a realidade. Vive em seus próprios devaneios.

 

Ella tenta, mas ela não pertence.

Nem Ella, nem Sam

Olá!

Quem escreve aqui não é Ella, nem Sam.

Acontece que apareceu a necessidade de explorar mais as personagens como as pessoas que são, ao invés apenas suas produções.

A partir de agora acontece no blog  uma pausa nos blocos texto+imagem, para apresentação e investigação dos aspectos que permeiam cada uma das autoras.

Eu, Andressa Ce., como mediadora entre estes dois universos, começarei introduzindo minha visão sobre cada uma delas. Depois disto, o blog estará desprendido da estruturas pré definidas, e aberto a experimentações que contribuam para o enriquecimento da heteronimia.

Espero que aproveitem.

 

, Andressa Ce.