Foi como beber água e sentir ainda mais sede. E eu não sei lidar com essa boca seca.
, Sam Terri
nem tão fictícias
Passei a acreditar na nossa intimidade só quando me foi permitido ver seu pinto murcho. Não murcho de desanimo, murcho de conforto, de não tentar provar nada a ninguém. Murcho de quem baixou a guarda, de quem não mais precisava desconfiar.
Ironicamente, o pinto murcho disse que você estava pronto.
Mas eu não estava.
Fi-lo duro e aproveitei uma última vez.
, Sam Terri
Eu não sei dizer se era vergonha mesmo, ou se era culpa cristã.
Na minha forma mais despudorada tentei lhe converter; converter a vergonha em tesão, a culpa em preliminar, o pudico em depravado.
Mas você só assistiu. Sentado, querendo estar de quatro; preso por amarras invisíveis, negando a vontade por amarras de verdade; cobrindo seu sexo, que tanto se esforçava para aparecer.
Só me restou desistir.
,Sam Terri
Era uma vez (ainda se começam histórias assim?) um cara que marcou de encontrar uma moça. Ele ligou uma hora antes para confirmar o endereço e desligou dizendo que se encontravam dentro de uma hora.
Passou essa hora, e mais meia hora depois disso, e então a moça resolveu ligar para perguntar se ele tinha se perdido. Ele não atendeu.
FIM.
(acho que não terminam mais histórias com “e viveram felizes para sempre”, já que nem dá mais para confiar em desconhecidos com quem você combinou sexo de uma noite só).
, Sam Terri
Eu confesso: eu gosto de rotina.
Isso é difícil para mim. Dizer isso. Porque eu gosto de passar a impressão que sou desprendida… Livre. Selvagem até. Louca.
Mas eu gosto de rotina.
Eu gosto do previsível, do controlável. Do coerente, do manipulável. Do repetitivo, do dominável.
Eu gosto de saber o que eu estou fazendo.
E com ele eu não sei.
Então eu me apeguei a seu único aspecto que se repete: depois do sexo ele veste a cueca e vai até a janela para fumar.
,Sam Terri